No dia seguinte, de manhã cedo, levantei-me para ir ao colégio. Depois de me aprontar, desci para tomar café, e logo depois, parti. Meus "pais", não ligavam se eu saísse da escola para outro lugar. Eles nem se quer ligavam para mim. Eles me disseram que haviam me adotado por que Anny tem uma doença, em que de 100%, apenas 2% revelam que ela pode engravidar. Desde que cheguei na casa, eles só tentam e tentam, mas nada.
A manhã no colégio, foi normal como sempre. Eu, super estudioso, peguei facilmente o assunto, enquanto meu amigo Riley não conseguia tirar nenhum A em nenhuma matéria. Era hora da saída, e ele me veio conversar comigo.
- Cara, estou ferrado! Minha mãe disse que se eu não passar esse bimestre, já era meu curso de teatro que tanto gosto - Falou ele. - Como você consegue ser tão sabido? - Completou.
Eu ri, e respondi:
- Não queira saber como. Eu cresci a base de pancadas. Meus pais adotivos sempre disseram que eu deveria estudar, para futuramente eu dar uma boa terceira idade a eles. Acho que é pra isso que me criaram, para sustentá-los quando estiverem velhos, então, eu sou obrigado a passar, ou se não é castigo pra vida toda, e depois eu tenho facilidade em pegar os assuntos - Expliquei.
- Nossa! Eu já tirei más notas em todas as matérias
- Você quer ir tomar um sorvete antes de ir para casa? - Perguntei.
- Tá louco? Se eu não chegar pro almoço por causa de sorvete, é possível que eu perca a língua.
- Exagero seu, eu queria que meus pais fossem assim comigo. Preocupados, se eu chegar tarde, mas não são. Antes eles me batessem por preocupação, mas eles me batem por prazer - falei. - Eu vou indo então.
- Não, espera. - Falou ele.
- O que foi?
- Me conta mais sobre sua vida mano, você é tão quieto, só me conta que é adotivo e que seus pais lhe batem, o que aconteceu?
- Eu prefiro não falar disso.
- Lucas, então me desculpa, mas eu não sou seu melhor amigo, por que melhores amigos compartilham as coisas ruins e boas, e você não que compartilhar comigo as coisas de sua vida, isso me faz pensar que não passo de um "colega", desculpa, mas se for assim, eu prefiro que a gente não se fale mais.
- Como você é paranóico! Tá, tá bom. É o seguinte: Com treze anos, minha mãe biológica engravidou do meu pai, que tinha vinte anos. Foi uma gravidez indesejada, já que ela era praticamente uma criança, então, ela minha mãe cuidou de mim com meu pai, com a ajuda da família, mas outro dia, em uma viagem para a Bahia, todo mundo morreu, mas eu não. Fui para um abrigo, fui adotado, e hoje estou aqui. - Falei.
- Que complicado. Com todo respeito, e que Deus a tenha, mas sua mãe teria vinte e três anos hoje, e ainda estaria em forma, não é?
- Sim, mas não tá, agora eu tenho que ir.
- Tá bom, a gente se ver amanhã!
Chegando em casa, liguei o computador, e comecei a me divertir com um joguinho on-line. Lá, eu conheci Layane, uma garota que aparentemente, parecia ser bonita e legal. A gente já conversava a um ano, mas nos seis últimos meses, escondidos, por que meus pais não aceitavam que a gente conversasse. Sim, a fissura em que eu não perdesse de ano era tão grande, que eu não podia nem conversar com uma garota, que já ia namorar. E sim, namorar era minha intenção. Nesses últimos meses, eu havia descobrido que estava amando ela, e meus pais já sabiam, por conta das nossas conversas que estavam sendo gravadas.
- Eu não gosto de você conversando com essa garota moleque, sai já daí. - Falou meu pai.
Eu me sentia em um deserto. A solidão era tanta, que era inexplicável. Então, eu saí, e fui para o meu quarto, passar o resto da tarde lá, fazendo tarefas da escola. Depois que a noite chegou, eu dormi.
Continua...
quinta-feira, 24 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Destino Cruel - Cap. 01
Naquela época, já era tradição de toda a família, incluindo tios, tias, padrinhos, avós, pais, irmãos, enfim, todo mundo, viajar nos finais de ano para a Bahia, curtir as belas praias, já que aqui em São Paulo, elas não são tão bonitas assim. Era dia de viajar e passar toda as férias lá no Nordeste brasileiro. A estrada parecia calma, mas uma curva apenas, foi o suficiente para uma batida com outro carro que vinha na mesma direção, e matar todo mundo, menos eu. Sim, eu fui o sortudo, ou melhor dizendo, eu tive uma segunda chanse.
Como toda minha família havia morrido e eu estava no hospital, não pude sair, nem para enterrar meus parentes. Foi horrível. Lembro-me que quando o automóvel bateu e caiu na ribanceira, todos voamos para fora do carro, e depois, ele explodiu. Eu por minha vez, era muito pequeno, e não lembro muito dos rostos de nenhum de meus familiares, inclusive meus pais.
Ah, desculpa, deixe-me apresentar. Sou Lucas, e tenho vinte e sete anos. Sim, sou novo não é? Mas já vivi muito nessa vida. Experiências que eu aposto que nenhum de vocês leitores gostariam de passar, mesmo que fossem para consequentimente alguma coisa boa acontecer.
Mas enfim, como eu não tinha mais ninguém, com cinco anos, fui enviado para o Abrigo Marinheiro, onde crianças orfãs e abondonadas eram criadas por pessoas de maior. O abrigo tinha como diretora a Srta. Jennifer, uma mulher que sempre vivia de mal humor, mas o pior de tudo, é que vivia descontando em professoras e crianças.
Um dia, um casal chegou e pareciam que estavam com vontade de adotar. Eles pareciam ser legais, e então a dupla me escolheu para ser seu filho.
- Eba! Telei papai e mamãe! - Falava eu.
- Ei garoto, seja homem, você já tem cinco anos. Não se fala "telei", tome vergonha - Falou a Srta. Jennifer.
- Desculpa Srta. Jennifer - Falei.
- Ho, senhora, ele é apenas uma criança - falou a moça que pretendia me adotar.
- Com idade suficiente para não ficar com dengo.
Então, eu finalmente fui para minha nova casa. Era enorme, e parecia um bolo. Sim, um bolo. O térrio, era maior, o primeiro andar, um pouco menor, o segundo, bem menor, o terceiro, pequenininho.
- É aqui que eu vou molar? - Perguntei.
- É sim garoto - Falou o homem que me adotou. - Eu sou Larry, seu novo pai, e essa é Anny, sua nova mamãe.
- Que legal, tem brinqueido?
- Você já está grande demais para brincar, eu quero um homem, e não um saco de batatas, ouviu?
Foi ai que eu percebi que havia partido daquela para pior. Mais cinco anos se passaram, e agora eu já tinha dez anos. Aqueles santinhos que haviam me adotado, com o tempo começaram a mostrar suas verdadeiras caras. Não sei por que me adotaram, não faziam nada a não ser me maltratar.
- Saia deste computador agora garoto - Falou o Larry, que eu raramente chamava de pai, e que nenhum sentimento de amor havia despertador. - Está gastando energia demais.
- Eu já estou indo - Falei.
- Eu falei agora.
E então, eu desliguei o computador, e fui dormir, já que eram cerca de dez horas.
Continua...
Ninguém Quebra - EXTRA
Ninguém Quebra é meu segundo web. Seu último capítulo foi postado no dia vinte e três de março (Quarta-Feira). Abaixo, confira o sumário, dedicação, e depoimento.
* Sumário
1. Vida de Estrela
2. Pedido de Perdão
3. Uma Mão Lava Outra
4. Arrependimento
5. Dia Quase Perfeito
6. Descobrindo Sentimentos
7. Um Impasse
8. Ou Jéssica, Ou Filme
9. Entrevista
10. Revelação Ao Vivo
11. Sara e Seu Lado Bom
12. Final Feliz
* Dedicação
Dedico para todos que leram o web.
* Depoimento
Foi muito bom trabalhar com essa história. É baseada em um filme da Disney. Eu pensava em fazer uma saga, mas não deu certo, e então, esse foi minha melhor escolha.
* Sumário
1. Vida de Estrela
2. Pedido de Perdão
3. Uma Mão Lava Outra
4. Arrependimento
5. Dia Quase Perfeito
6. Descobrindo Sentimentos
7. Um Impasse
8. Ou Jéssica, Ou Filme
9. Entrevista
10. Revelação Ao Vivo
11. Sara e Seu Lado Bom
12. Final Feliz
* Dedicação
Dedico para todos que leram o web.
* Depoimento
Foi muito bom trabalhar com essa história. É baseada em um filme da Disney. Eu pensava em fazer uma saga, mas não deu certo, e então, esse foi minha melhor escolha.
Ninguém Quebra - Cap. 12 (Final)
PARTE 3
O show ia começar, e eu estava super ansioso. Subi no palco, e comecei a cantar uma de minhas músicas românticas. Foi quando eu avistei Jéssica, entrando com sua irmã! Incrível, ela tinha vindo. De repente, a música que eu cantava, passou a ser pra ela. Então, quando a música terminou, eu falei:
- Jéssica Olson.
E todos, literalmente todos olharam para ela. Jéssica estava vindo até o palco, e a platéia abria um corredor.
- Eu esqueci de te dizer uma coisa. - Continuei, e todos fizeram "Uuuuiiii".
E então, comecei a cantar outra música, mais bela que a primeira, olhando a todo momento, para a Jéssica, apenas para a Jéssica. Eu não sabia se ela estava gostando, mas ela tinha que aceitar meus pedidos de desculpas. Eu sai do filme, demiti meus pais, praticamente acabei com uma turnê de trinta e dois países, só para ir atrás da Jéssica, e agora que ela estava alí, tinha de me desculpar. Quando terminei de cantar, desci do palco, e fui até ela.
- O que foi que pensou? Que podia vir aqui, cantar pra mim, e tudo bem? - Perguntou ela.
- Hãn... Foi. Não? Não, não.
- Então, por que veio?
- Eu vir para dizer que eu estava errado sobre tudo, principalmente sobre você.
- Não acha que está atrasado? Todos pensaram que eu estava mentindo.
E então, os repórteres se aproximaram, e um deles, colocou em minha frente uma câmera, e um microfone.
- Fui eu que menti. - Falei, puxando o microfone do repórter, e continuei, olhando para a câmera - Eu menti sobre não conhecer Jéssica. Na verdade, eu a conheço. Ela, é uma péssima navegadora, é a dona da verdade, mas ela é honesta, e quando ela faz uma promessa, ela cumpre. Ela me entende, como ninguém. E eu, sou louco por ela. Jéssica, me desculpe, eu sei que magoei você, e nunca vou fazer nada parecido, então, por favor, me d...
Então, ela me tacou um beijo, e todos fizeram: "Hoooooo". Depois que terminamos, olhei para a repórter, e falei:- Vai embora. Sai.
- Tá bom. - Falou ela rindo, e então, os meus lábios e os da Jéssica se aproximavam novamente, quando uma garota chegou, falando: "Huuuuuum". Viramos o rosto.
- Cris, essa é minha irmã, Sara.
- Sara, esse é o Christopher que você tanto quis conhecer.
- Ah, ou Sara, tudo bem? - Falei indo abraçá-la.
E então, Jéssica desmaiou. Atrás, o Stubby a segurou.
- Eu cuido dela.
Então, eu pesquei o olho, e vi que ia pintar um bom clima entre eles dois. Eu e a Jéssica continuamos de onde havíamos parado. Sabe a sensação boa de ter concertado um dos maiores erros de sua vida? Era o que eu estava sentindo. Sentia que nosso amor era que nem diamante, nem repórteres, nem pais ambiciosos, nem diretores de filmes, nem fãs, nem fama, nada nem Ninguém Quebra.
Ninguém Quebra - Cap. 11
Jéssica Olson
PARTE 2
Os repórteres não saiam da frente da casa de minha avó. Eu não agüentava mais. Eu não podia sair para a rua. Minha irmã só ficava se amostrando diante das câmeras. O Christoper iria fazer o seu primeiro show na sua cidade, e como previsto, Jéssica queria ir.
- Vem aqui – disse Jéssica com sua amiga JP na sala quando eu vi as duas conversando e hesitei em entrar. – Jéssica, vamos ao show do Christoper, vai ser legal. Por favor.
- Ué, o papai e a mamãe não te deixaram ir com a JP? - Perguntei.
- Não – falou ela com uma cara triste – Eles não deixaram.
- Olha, vou fazer este favor pra você, apesar de nossas brigas, eu sou sua irmã mais velha.
- Ai, eu te amo irmãzinha – Falou Jéssica sorrindo.
Fui para meu quarto trocar de roupa, coloquei um vestido azul bem detalhado, e fui para a sala novamente.
Fui para meu quarto trocar de roupa, coloquei um vestido azul bem detalhado, e fui para a sala novamente.
- Hm... Você não é muito feminina. – Disse JP, que ainda não havia saído.
- É, ficaria perfeito em mim – Candidatou-se Jéssica.
- Com certeza – concordou JP.
- Por que você não experimenta, então? – falei, um pouco zangada.
- Jéssica, para de choramingar, lá, você vai acertar as contas com o Christopher, ele não vai simplesmente te ig...
- Óbvio que vai. Não sei nem por que estou indo.
- Por que você é minha irmãzinha mais velha, se lembra? Toma, só faltam três horas pro baile, vai se trocar – falou Jéssica jogando um vestido rosa.
- Crianças – ouvi Jéssica falar enquanto eu saia da sala. Como ela se achava.
- E aí, como está sendo, todos esses repórteres em seu jardim? – Perguntou JP.
- Está sendo divertido, mas... Eu prefiro minha privacidade.
Decidi que iria trocar o vestido ali mesmo, atrás da porta. Uma loucura, mas queria saber o que iriam conversar.
Decidi que iria trocar o vestido ali mesmo, atrás da porta. Uma loucura, mas queria saber o que iriam conversar.
- Hãn.., Todo mundo viu sua irmã na televisão, ela estava completamente doida.
- É mesmo? – Perguntou minha irmã enquanto eu ajeitava o zíper, e entrava na sala.
- É, muito esquisito o jeito que ela inventou aquela história sobre o Christoper. Foi patético. – Dei alguns passos, e fui direto para a varanda ao lado da sala. – Aí, será que ela ouviu tudo?
- JP.
- Oi.
- Você é uma idiota – disse minha irmã.
- O que?
- Sai daqui.
- Mas...
- Sai.
Então, JP saiu, e minha irmã veio até mim.
- Jéssica.
- Vá embora.
- Jéssica, por favor.
- O que foi?
- Você ainda vem pro baile comigo?
- Pensei que fosse uma patética, e uma vergonha. - Respondi.
- Só se você resolver dançar, então, não dance.
E então, pela primeira vez, minha irmã me fez rir.
Continua...
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