sexta-feira, 25 de março de 2011

Destino Cruel - Cap. 04

Depois de combinar com o Riley, eu estava decidido: Iria fugir de casa. Eu não estava mais aguentando a ignorância dos meus pais, e a falta de atenção. Eu falei que passaria cerca de nove meses, e pedi para que ele não contasse aos seus pais que eu havia fugido de casa, e sim que meus pais haviam viajado a trabalho para o exterior, e não podiam me levar, então, o único lugar era a casa de algum amigo meu.

- Cara, mentira tem perna curta, escuta o que estou te falando! E tem mais, quando você estiver lá em casa, meus pais te tratarão da mesma forma que eu, ou pior, já que você não é filho deles, a responsabilidade aumenta!
- Não tem problema, eu só quero outro ambiente. Atenção, ou pelo menos alguém que converse comigo.
- Então beleza! Que dia você foge?
- Hoje mesmo quando eu chegar em casa!

E então, sai da escola e fui pra casa.

- Venha almoçar moleque! - Falou Larry.
- Não pai - Falei ironizando - Estou sem fome, eu vou subir para fazer meus deveres, e desço para comer algo, tá?
- Por mim você fica com fome - Falou Anny.

Subi, peguei uma sacola enorme que guardara em meu quarto, arrumei literalmente todas as minhas roupas alí dentro, peguei outra sacola, agora menor, e coloquei os produtos de limpeza. Desci, almocei, e esperei Larry e Anny irem para o trabalho. Quando a porta se fechou, fui correndo lá pra cima, peguei as sacolas, coloquei em um carrinho de compras que Anny havia comprado, e fugi pelas portas da frente, sem demonstrar agitação.

Chegando na casa do Riley, toquei a campainha, e fui atendido por uma garotinha, que também parecia legal.

- Entra - Falou ela.
- Obrigado - Falei.
- É... Você vai morar aqui, mas seus pais lhe mandarão dinheiro para pagar a escola? - Perguntou ela, fechando a porta.
- Esqueceu que a escola onde eu o Riley estuda é pública? - Respondi, já não gostando mais da cara daquela garota.
- Ah, é.
- Lucas, e aí cara - Falou Riley vindo aparentemente da cozinha.
- E aí - Falei, o cumprimentando.
- Olha cara, se essa pirralha já te falou bobagem, não liga.
- Eu não sou pirralha - falou a menina.
- Quem é ela? - Perguntei.
- Minha irmã, eu não te contei dela.
- Hm... Me apresenta seus pais?
- Estão no trabalho, vem, vou te mostrar a casa.

E então, eu conheci toda a casa. Simples, diferentemente da minha, mas pelo menos parecia que havia mais alegria alí dentro. A noite chegou, e os pais do Riley chegaram.

- E aí garoto, seus pais já viajaram? - Falou o pai de Riley.
- Sim, sim.
- Meu nome é Luís - Falou ele, me cumprimentando.
- E o meu é Bruna. Bruna Cerqueira - Falou a mulher, também me cumprimentando.
- Ah dona Bruna, obrigado por me acolherem aqui nesse meio tempo em que meus pais estão viajando.
- Por que eles não vieram aqui nos avisar?
- É... Que... Eu... - gaguejei, procurando explicações.
- É que os pais deles... estavam previstos para viajar mês que vem, e... mas... por causa de um imprevisto tiveram que ir hoje. É, é isso. Não é Lucas?
- É, é sim. - Falei.
- Hm... - Falou o Luís. - Bom, vamos jantar?
- Vamos sim...

Depois de uma bela janta, eu e o Riley acessamos um pouco de internet, e eu conversei com a Layane. Depois, eu fiquei olhando a noite da janela, e quando a meia noite chegou, dormimos. Até aquele momento, nada de ruim havia me acontecido.

Continua...

Um comentário:

  1. Estou amando a história, e Obrigada pelo meu nome e meu sobrenome. :D

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