sábado, 5 de março de 2011

Paixão Precoce - Cap. 15

- Joana! - Gritei!


- Estou bem! - gritou ela.

Desci correndo, e me abaixei para ajudá-la. Meus olhos se encontraram ao dela, e diante daquele fogo, os nossos lábios também. Eu não acreditei que aquilo estava acontecendo comigo. Eu nem sabia como, nem porque, eu não sabia de literalmente nada. Fichei meus olhos, e era como se estivéssemos em um paraíso, onde o fogo estava longe dali. Quando o beijo terminou, nos demos conta de que lá fora nossos pais deviam está arrasados.

- Joana, eu te amo, sempre te amei, e sempre vou te amar!
- Vamos? - Pediu ela.
- Não, não se você não me der uma chance.

Ela me beijou novamente, e eu tomei aquilo como um sim. Saímos lá fora de mãos dadas, e todos vieram nos abraçar. Um bando de repórteres e curiosos cercavam a casa. Quando nos distanciamos mais um pouco, a casa desmoronou literalmente.  Os médicos, já vieram nos amparando. Fomos ao hospital, tomamos soro, e oxigênio, mas eu tinha certeza, que não precisava daquilo. Nada iria me tirar da alegria que eu estava! Nada! Eu não sentia falta de ar, eu não sentia dores, nem queimaduras, nada!

25 DE DEZEMBRO DE 2009


Era dia de ceia lá em casa. Eu e a Joana assumimos nosso namoro para todos, e claro, aceitaram! Amigos de meu pai, o Marcos, e os amigos da Joana foram todos pra lá! Apareceu também minha mãe, o Lucas, e até o Júlio, o Dr. Sinismo não havia aparecido, ainda bem.

- Jhonas, pode fazer um favor aqui? - Pediu o Júlio.
- Hi, o que que é? Quer infernizar minha vida mais uma vez?
- Não cara, por favor, vem aqui.

E eu fui, como sempre.

- Eu queria te pedir desculpas pelo que fiz. Eu perdi de ano, e sofri muito com isso. Dizem que as pessoas só se ligam de que a vida não é uma brincadeira quando quebra a casa, e eu amadureci. Tá sendo difícil pra mim. Para muitos, pode não significar muito, mas eu praticamente joguei trezentos e sessenta e cinco manhãs na minha vida fora, indo para a escola brincar e brigar. Aceita minhas desculpas? - Ele parecia ser sincero ao falar aquilo. - Você, passou de ano, ficou em recuperação, mas passou, se esforçou, e eu, tive como consequência de brincadeiras a perca de ano.
- Eu aceito sim cara, pessoas erram, isso é humano, e mais humano ainda é assumir os seus erros.
- Obrigado - falou ele estendendo a mão. Eu o cumprimentei.
- Agora tenho que ir.
- Valeu.

Quando fui comer alguma coisa, a Joana me chama.

- Oi amor - falei abraçando-a e tentando beijar sua boca, mas ela desviou. - O que foi?
- Precisamos conversar - eu não estava gostando nada daquela expressão dela.
- O que foi? Estou ficando confuso.
- Sabe, desde o dia em que começamos a namorar...
- Você vai terminar comigo, não é?
- Jhonas, é que eu não sinto em você o que eu sentia pelo Léo quando estava apaixonada por ele. Lógico, hoje se ele estivesse vivo, eu não iria querer olhar na cara dele, mas alí, no momento, antes de ele ser ignorante comigo, eu não sentia  mesma coisa quando estava perto dele.
- Por que você fez isso comigo? Por que brincou com os meus sentimentos?
- Jhonas...
- Deixa pra lá.

Sai, e me tranquei em meu quarto. Fiquei me perguntando se as coisas nunca se ajeitariam! De repente, bateram na porta!

- Jhonas, abre, sou eu, o Marcos!
- Me deixa em paz - gritei!

Continua

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